Após a apresentação de um programa com projecção de diapositivos electrónicos que descrevia as várias partes do livro, o Dr. Luciano da Silva, com a Dra. Ana Mafalda e o autor, prosseguiu com uma animada palestra onde teve a oportunidade de mais uma vez realçar os trabalhos dos emigrantes Portugueses no Continente norte-americano.

Com a participação das perguntas da audiência, tanto a Dra. Ana Mafalda, como Manuel Mira e o Dr. Luciano da Silva responderam às mais variadas perguntas, que incluíram a explicação da Pedra de Dighton e semelhanças ambientais com Portugal. A sessão terminou com o autógrafo do autor na enorme quantidade de livros que se venderam aos presentes.

O Dr. Luciano da Silva também fez a sua Crítica Literária, que posteriomente enviou aos órgãos de comunicação social. A cópia pode ser lida página da Crítica Literária.

O Sr. Manuel Mira foi a Portugal apresentar esta edição em português e foi entusiasticamente recebido. Fez a primeira palestra na Biblioteca Municipal de Vale de Cambra no dia 8 de Outubro de 2001, organizada pela Biblioteca-Museu Dr. Manuel Luciano da Silva, e teve uma excelente audiência. Esteve também presente a tradutora Dra. Ana Mafalda Costa, que participou no animado colóquio.

No dia seguinte, o Sr. Manuel Mira fez a mesma apresentação na Sociedade de Geografia de Lisboa. Teve oportunidade de dar entrevistas à rádio, televisão e jornais portugueses. Foi uma viagem triunfal. O seu livro está a ser muito procurado em Portugal.

No dia 9 de Outubro, foi feita a apresentação do livro em Lisboa na Sociedade de Geografia, seguida por uma palestra. Estiveram presentes o Ministro da Juventude e dos Desportos, Eng. José Lello; o Vice-Presidente da Assembleia da República, Dr. Mota Amaral, assim como o Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, Professor Luís Aires-Barros, o Dr. Isaías Gomes dos Santos, Presidente da Comissão de Emigração, e o Comandante Malhão Pereira, do Navio Escola Sagres.

A sala da Academia estava repleta com a presença de inúmeros convidados que se deslocaram ali de vários pontos do país, tais como do Minho (em representação do Rancho Folclórico de Santa Marta do Portuzelo), do Algarve (em representação do Rancho Folclórico de Faro), de Leiria, de Tomar, de Alcobaça, da Marinha Grande, Batalha, etc.

O Presidente da Sociedade de Geografia iniciou a palestra enaltecendo o papel que a Sociedade de Geografia tem vindo a fazer nos últimos anos no apoio de vários autores de obras relacionadas com actividades e objectivos da Sociedade e que a têm escolhido para local de introdução. Terminou mostrando a sua satisfação por mais uma vez nesta noite continuar a fazê-lo numa obra que merece todo o apoio. Terminou ainda com a introdução do Comandante Malhão Pereira, dizendo que ele poderia falar mais acerca do autor.

O Comandante José Manuel Malhão Pereira proferiu o seguinte discurso:

<<Primeiramente, quero agradecer ao meu amigo Manuel Mira a honra que me deu ao pedir-me que apresentasse este seu importante trabalho. E quero agradecer-lhe fundamentalmente por duas razões.

A primeira, porque não sendo eu historiador nem crítico literário, não me sinto com qualquer aptidão para o efeito. Agradeço-lhe, portanto, a confiança demonstrada, até porque se arrisca a que aquilo que vou dizer não corresponda de qualquer modo a uma opinião a ter em conta.

A segunda, porque é em consequência de nos termos encontrado nos Estados Unidos em 1992 e de as nossas famílias terem mantido desde essa data um afectuoso contacto, que Manuel Mira se lembrou deste humilde marinheiro para este efeito. É essa inequívoca prova de amizade que agradeço também.

O autor desde trabalho, formando-se em Portugal na área da electrónica, muito cedo saiu do país e, passando pelo Brasil e pelo Canadá, estabeleceu-se finalmente nos Estrados Unidos, onde completou os seus estudos nesta área.

Na Flórida, onde actualmente vive (a sua área de residência é nos montes Apalaches), Manuel Mira fundou uma fábrica de intercomunicadores, continuando idêntica iniciativa que concretizara anteriormente no Canadá. Aqui progrediu nesta área, sendo actualmente a empresa gerida pelos seus dois filhos. A sua mulher Maria de Lurdes acompanha-o e apoia-o há 48 anos, e um dos seus seis netos já ocupa um lugar importante na mesma empresa.

Foi o grande orgulho que Manuel Mira tem na sua origem Lusa que fez com que eu tivesse o prazer de o conhecer em 1992. De facto, este português da América do Norte quis que os seus netos conhecessem a Sagres e a sua guarnição, pelo que tive o prazer de ter a bordo, de Norfolk a Fort Lauderdale, o John e o Lesley, que escreveram interessantíssimos comentários (posteriormente publicados) acerca dessa para eles memorável viagem.

O seu amor às suas raízes é agora mais uma vez evidente. Ao publicar este livro, mostra ao público que fala português (há uma edição em língua inglesa do mesmo), que, para além da comunidade Portuguesa conhecida nos Estados Unidos, existe muito provavelmente uma outra, muito mais antiga, que muito terá contribuído para a formação desse grande país.

Essa comunidade, os Melungos, ter-se-á estabelecido no século XVI no canto sueste do actual território dos Estados Unidos, sofrendo ao longo da história as inúmeras vissicitudes das comunidades que não correspondiam à origem das dos vencedores das lutas da independência.

Este assunto foi já tratado por outros autores, mas Manuel Mira aprofunda-o com energia, acrescentando mais elementos que poderão ser muito úteis para futuras investigações.

Sabendo o autor quão desconhecida é a história do seu país no ambiente onde vive, faz também um resumo alargado da mesma, desde as origens da nacionalidade até à época das descobertas.

Segue-se um estudo da presença portuguesa na América do Norte desde o século XV até aos nossos dias e a ligação das comunidades lusas com as dos Melungos.

Este volumoso trabalho inclui seis apêndices, que contêm, entre outras importantes informações, uma utilíssima lista de apelidos, lugares, palavras, etc., uma completa cronologia, para além de muitas mais informações de carácter histórico e estatístico.

Disse inicialmente que não era historiador nem crítico, mas tenho alguma experiência na execução de trabalhos escritos e poderei, por isso, adiantar que o autor nos deixa uma excelente obra de referência e consulta, baseada em extensa bibliografia e pesquisa pessoal, muito útil não só para as comunidades portuguesas da América, mas também para todos os falantes da nossa língua.

Manuel Mira tem ainda o cuidado de referir as suas fontes em centenas de notas de rodapé, que, para quem confessa na introdução não ser escritor nem historiador, é abonatório de grande honestidade intelectual e de preocupação de rigor, por vezes ausente de algumas obras de carácter mais académico.


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  • Actualizada:
    11 de Fev. de 2012