Foi a Rainha Catarina de Bragança que ensinou os ingleses a beberem o “chá das cinco” e levou também com ela o uso do garfo para a Casa Real Inglesa, e até as tangerinas!

Foi esta Rainha que deu o nome ao maior Bairro da Cidade de Nova Iorque, que se chama hoje “Queens” em sua honra! Não tive acanhamento nenhum em afirmar na minha conferência que a Primeira Rainha de Bristol era 100% Portuguesa, porque no primeiro mapa das ruas de Bristol (1680) aparecem ruas com o nome de “King” (em honra de Carlos II), de “Queen” (em honra da Rainha Catarina de Bragança) e ainda outra rua que dá seguimento a esta e que tem o nome de “Catarine Street”.

Os judeus sefárdicos portugueses emigraram também para os Açores, Madeira, Cabo Verde, Guiné e Brasil, envolvendo-se na indústria (do açúcar) e nas outras profissões, incluindo a medicina. Mesmo da Holanda deram o salto para Recife, no norte do Brasil, porque os holandeses tinham roubado a Portugal este território. Seguiram depois para Curaçau e Nova Amesterdão, que mais tarde mudou o nome para Nova Iorque, quando os ingleses a conquistaram.

Mas os judeus sefárdicos portugueses, andando sempre a procurar um lugar onde houvesse liberdade religiosa, vieram para Newport, porque o fundador do Estado de Rhode Island, Roger Williams, garantia liberdade completa de religião. Foi em Newport, R. I., que os judeus sefárdicos construíram a Sinagoga Touro, a mais antiga dos Estados Unidos e que se encontra presentemente em óptimas condições; é uma cópia em ponto pequeno da grande sinagoga de Amsterdão, na Holanda.

De notar que o nome é Touro à portuguesa e não Toro à espanhola. O Presidente da Comissão e um dos fundadores da construção da Sinagoga de Touro foi Aaran Lopez, nascido em Lisboa, Portugal, e foi também eleito o primeiro Presidente da Sinagoga Touro!

Foi nesta sinagoga de Newport que o Dr. Mário Soares, como Presidente da República Portuguesa, há dez anos, pediu desculpa aos judeus sefárdicos portugueses pelas atrocidades de que os seus antepassados foram vítimas, na perseguição religiosa devido à terrível Inquisição em Portugal.

Mostrei depois diapositivos do cemitério judaico de Newport, onde vemos os nomes de Abraham Touro, Judah Touro, Aaron Lopez, Moses Levy, Moses Seixas, Jacob Rodrigues Rivera e Meyer Benjamin, todos judeus sefárdicos portugueses!

Os judeus sefárdicos portugueses de Newport tornaram-se comerciantes, importadores e exportadores e correspondiam-se em português, como podemos verificar pelas suas cartas escritas em português correcto e que estão arquivadas na Sociedade Histórica de Newport!

Muitos judeus sefárdicos portugueses tornaram-se famosos na América, tais como Bernard Mannes Baruch, conselheiro de oito presidentes americanos, Moses Seixas, fundador do Banco de Rhode Island, Dr. Samuel Nunez, que chegou a ser médico do Rei João V em Portugal, e Moses Michael Hays foi fundador do Banco de Boston, e muitos outros. Uma coisa é certa: os judeus sefárdicos portugueses sempre honraram o seu nome e tradições portuguesas em todos os países onde viveram! Basta isto para lhes prestarmos as nossas homenagens! Devemos juntar à lista dos famosos judeus sefárdicos portugueses Pedro Nunes, grande matemático e inventor do nónio, assim como Baruch Espinoza, eminente filósofo do século XVII.

MONTICELLO

Durante a minha conferência, fui mostrando paisagens coloridas de Portugal para tornar mais leve a apresentação de tantos nomes e também para criar uma certa expectativa na minha apresentação. Da cidade de Newport demos uma saltada para Monticello, no Estado de Virgínia. Aí, visitámos a famosa casa construída pelo Presidente Thomas Jefferson, o autor da Declaração da Independência da América. Também com a ajuda de fotografias coloridas mostrei o aspecto magnífico em que se encontra hoje aquela bela casa monumental, em contraste com o estado de abandono e de destruição a que esta famosa casa chegou poucos anos depois de o Presidente Thomas Jefferson ter morrido, tendo até sido vendida em leilão público!

Foi uma família Judaica Portuguesa de nome Levy que comprou o Monticello e a conservou durante OITENTA e OITO ANOS, evitando assim a sua total destruição. A descoberta de que a família Levy era portuguesa deve-se ao historiador Humberto Carreiro, de Bristol, que há vários anos, quando foi visitar a sua filha a Virgínia, numa visita a Monticello, observou o nome português MACHADO na lápide da sepultura de Rebeca MACHADO Philips, que era mãe de Bachel Phillips Levy e avó de Uriah Phillips Levy, que no seu testamento deixou Monticello ao povo dos Estados Unidos.

Pesquisas sobre a genealogia desta família vieram a confirmar que se tratava duma família judaica sefárdica portuguesa. Curioso que, ainda há pouco tempo, havia em Faro, no Algarve, famílias de nome Levy e ainda hoje existem famílias Levy em Guimarães, no Norte de Portugal.


ESTÁTUA DA LIBERDADE

Antes de terminar a “Odisseia dos Judeus Sefárdicos Portugueses na América”, foi mostrado um diapositivo colorido da Estátua da Liberdade na Baía da Cidade de Nova Iorque. Na base desta famosa estátua, a maior do mundo, existe uma placa de bronze (1903) com um poema (de 14 versos) com o título “O Novo Colosso”, escrito por uma poetisa de nome Emma Lazarus, que era uma judia sefárdica portuguesa, sobrinha do célebre Juíz do Supremo Tribunal Americano de nome Benjamim Cardoso, também judeu sefárdico português!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  • Updated:
    November 18, 2011